"A Nós Fragmentada"

O nome da exposição foi inspirado no verso ‘O eu fragmentado’ que compõe a música “Amor Inimigo” da banda brasileira As Mercenárias, substituindo o ‘Eu’ por ‘Nós’, e o gênero masculino pelo feminino: O ‘Nós’ é A Sociedade. Partindo do figurativo, rostos que se complementam gerando outros num ciclo contínuo e infinito de possibilidade, uma linha que tece todos os elementos. Quando um rosto se torna visível, o outro deixa de ‘existir’, só existem se coexistirem. Assim como na sociedade onde tudo é reflexo, do macro para o micro mutuamente. Daí as obras seguem cada vez mais abstratas, composição, linha, forma e textura, devem falar por si só. Vivemos um momento de acirramento político, onde enxergarmo-nos como um todo é fundamental, assim como enxergarmos nossas diferenças e o que nos leva a tamanha fragmentação pessoal e social, a partir desse ponto trabalhar a autonomia do espectador, levando além da contemplação para ser um agente ativo da obra e de sua própria leitura. A exposição reúne trabalhos de 2016 a 2018, entre pintura, monotipia, desenho e monogravura.

Amor Inimigo – As Mercenárias

O Limite, relações lesadas
Mantenho segredo, desejo de nada
O vácuo, fios me falam
Transcendo mistérios, vazio e tédio
Vozes, vidros quebrados
Estiletes na mente
O eu fragmentado
Desejo enquadrado
A cidade, eterno retorno
Suporto o medo, do abandono
Realidade, claridade súbita
Lúdico objeto dos desejos
Vozes, vidros quebrados
Estiletes na mente
O eu fragmentado
Amor inimigo
A solidão é um fato